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Comunicação entre pais e filhos impactada pela tecnologia
Estudo aponta mudança no cotidiano familiar e "dependência" dos jovens
Por Tiago Bosco em 14/11/2016
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Sete em cada dez pais pedem ajuda aos filhos para usar o smartphone e quatro em cada dez confiam nos filhos para explicações sobre como utilizar o computador ou navegar na internet. Estes são os resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Investigações Sociológicos (CIS) espanhol (www.cis.es).

A mesma pesquisa considera que o uso das novas tecnologias nos últimos anos causou um impacto negativo na comunicação entre pais e filhos, prejudicou relações entre casais e aumentou os conflitos familiares.

Nove em cada dez pais reconheceram que as novas tecnologias mudaram o cotidiano familiar e apontaram que os jovens "têm dependência". Ainda que quase a mesma proporção de entrevistados acredite que "é um problema para a educação em família", a mesma admite que a influência desta inovação é "inevitável".

Os progenitores consideraram também que a idade apropriada para os filhos terem acesso às redes sociais situa-se entre os 16 e 18 anos (40%) ou entre os 12 e 15 anos (39,6%). Mas quando os pesquisadores perguntaram com que idade os filhos começaram a usar essas ferramentas, a maioria (45%) respondeu que entre os 6 e 11 anos.
Ainda assim, metade dos entrevistados acredita que o uso da internet devia começar entre os 12 e 15 anos, algo que não corresponde à realidade (os jovens começam a utilizar a internet entre os 6 e 11 anos).
15,6% dos pais teme que os filhos sejam assediados ou intimidados a troca de favores sexuais. Por isso, afirmam que os maiores riscos são a difusão de fotografias ou vídeos comprometedores (37,7%) ou a revelação de demasiada informação (22,9%).

Ainda que os pais consultados acreditem que as novas tecnologias permitem fazer novos amigos ou relacionar-se com com familiares que vivem longe, defendem que as mesmas isolam quem as utiliza, tornam os usuários "mais preguiçosos" e ajudam ao "desperdício" de tempo.

O estudo incidiu sobre o uso e influência da internet, o celular ou as redes sociais na vida pessoal e familiar dos entrevistados. Foram consultadas 2.467 pessoas, através de entrevistas pessoais, das quais cerca de 92% usam o smartphone e 72,1% usam o Whatsapp ou outro app de mensagens instantâneas.



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