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Consultora em Design de Interação, membro do IxDA (Interaction Design Association) e ministra aulas de Usabilidade e Design de Interação. É doutora em Comunicação pela Universidade Metodista, com “bolsa sanduíche” na Universidade de Koenhagen, Dinamarca, e mestre em Comércio Eletrônico, pelo Rochester Institute of Technology, EUA. E-mail: amyris@usabilityexpert.com.br
Melhores práticas em movimento
Guia de boas práticas para o desenvolvimento de web-apps para Android e IOS - 01/11/2013
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As empresas com visão se deram conta há algum tempo que ter presença nos ambientes mobile era e é fundamental, pois a adesão do consumidor aos celulares e tablets é crescente (leia mais).

Cerca de 24% do tráfego total dos sites veio de aparelhos móveis no primeiro quarter de 2013, ou seja, houve um aumento de 78% se comparado ao mesmo período do 2012 e de 109%, comparando com 2011 (leia mais).

Segundo os relatórios de abril de 2013 da Flurry e ComScore, o tempo de utilização de apps é de 80% contra 20% via mobile browsers. Porém, é preciso muito cuidado ao interpretar os dados, pois Facebook e games dão um viés forte a esta informação. Se desconsiderarmos a predominância dos devices mais simples no nosso mercado (leia aqui).

Sabemos que, quando estamos criando apps, há sempre um conflito entre áreas, pessoas e personalidades diferentes. Uns querem incluir APIs, porque isso vai trazer dinheiro. Outros querem dinheiro para fazer o app ficar bem no ranking. Alguns só se preocupam com as regras de negócios que existem nos sistemas e que não podem ser alteradas (mentira, podem sim, mas vai dar um trabalho medonho). Por fim, há aqueles que só se importam com o quica e pula ou com a belezura do app. Em comum, pouco importa se o usuário vai querer usar ou não seu app, se vai sofrer com pequenos erros que poderiam ter sido evitados se houvesse um planejamento contemplando melhores práticas.

Consideremos o seguinte, os usuários do app precisam experimentar o app e, naquele exato momento, ter uma experiência tão boa, que imediatamente adotem o app, abandonando hábitos antigos. Waze é um grande exemplo disso. Você abre, intui o que dá pra fazer, usa o que precisa e vai ampliando o uso, conforme vai precisando e se sentindo seguro. O app se torna seu navegador no rally das idas e voltas para casa. Quem mora em São Paulo sabe que, sem rotas alternativas, é impossível ir de um lugar a outro sem ficar uma hora dentro do carro.

Porém, os mobiles sites não podem ser esquecidos e também tem que ser desenvolvidos, para que as empresas possam proporcionar conforto, informação e serviços aos seus clientes. Por isso, é preciso ter um arsenal de melhores práticas e considerar que: 1) a rede nem sempre estará disponível, 2) há um número significativo de aparelhos antigos ainda em uso, e eles são lentos no processamento de JavaScript, 3) todos os elementos em tela tem que proporcionar conforto ao usar, ou seja, o que está sendo mostrado na tela é o que o usuário tem potencial de usar e isso não é necessariamente todo o conteúdo que sua empresa tem na web.

Tendo essas premissas em mente, segue um guia de boas práticas para o desenvolvimento de web-apps para Android e IOS:

1) Minimize as requisições de https. Uma maneira de evitar as requisições é forçar o browser a deixar em cache todos os componentes da página que não são alterados e fazem parte do conteúdo permanente, usando o aplicativo de cache do HTML5.

2) Use compressão em todo o conteúdo (exceto imagens e vídeos). As CPUs mobile estão ficando mais rápidas que a rede. Sendo assim, mesmo que você tenha usado app cache e armazenamento local, todo o conteúdo dinâmico ficará à mercê da rede.

3) Gerencie o tempo de parse do JavaScript, pois, depois de cache e da compressão, o tempo de loading do script é a maior fonte de degradação da performance do app. Importante lembrar que o tempo de parse é dez vezes maior na rede do que nos testes em desktop.

4) Evite cálculos de estilo e layout, pois esta é a forma mais rápida de introduzir latência num site, ao obrigar que o browser formate o documento.

5) Monitore as requisições de tamanho de tela, principalmente para sites que utilizam um grande número de cookies para realizar essas requisições. É melhor optar por monitorar no servidor.

6) Fazer o preload de componentes é mais eficiente quando se sabe que, naquela navegação, o usuário vai realizar uma ação logo após o load da página.

7) Otimize imagens testando se há diferença significativa de qualidade visualizada em imagens e veja o ganho de performance em cada situação.

8) Evite seletores ineficientes de CSS. Observe que esta é uma das poucas vezes que as regras de web se aplicam perfeitamente a mobile, portanto, a regra de otimizar a renderização no Browser é válida para as duas situações. Ainda que o Google considere o CSS ineficiente, há casos em que sua performance é melhor que o uso de JavaScript.

Conclusão, não pense que o seu site web vai servir para ambientes mobile e não economize dedicação para fazê-lo ou adaptá-lo a outros ambientes mobile. Você poderá perder muitos clientes, se negligenciar essa parte. Nem só de apps vive o mobile.

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