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Transformando poluição em arte
Conheça mais sobre a startup indiana Air-Ink
Por Tiago Bosco em 22/05/2017
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Anirudh Sharma e Nikhil Kaushik são os fundadores da Air-Ink (www.air-ink.com), uma startup indiana que está transformando a arte. Isso é possível porque estes dois parceiros criaram várias canetas e tinteiros que nascem através da poluição atmosférica. Tudo começou quando Anirudh Sharma estava na Índia, há alguns anos, fazendo uma pausa nos estudos, no MIT Media Lab, nos Estados Unidos. Ao perceber que as peças de roupa ficavam sujas, Sharma pensou: "e se a poluição fosse uma fonte de pigmentos?"

No regresso aos Estados Unidos, este indiano construiu um equipamento que podia recolher as partículas de carbono de uma vela. Ao combinar isso como óleo e um pouco de álcool, Sharma percebeu que podia criar um tinteiro perfeitamente funcional e compatível com as impressoras.



Desta forma nasceram as canetas Air Ink, que têm a tinta recolhida através de dispositivos (Kaalink) instalados nos tubos de escape de automóveis e geradores movidos a óleo diesel. Os Kaalink conseguem recolher até 95% dos poluentes que são emitidos. Bastam 45 minutos para recolher quantidade suficiente para encher um tinteiro.

Os fundadores da empresa garantem que este dispositivo, que funciona através de eletricidade estática, recolhe as partículas para uma câmara com carga negativa e separando o ar e o vapor de água. Não há qualquer impacto no desempenho do motor. Ao final de algumas semanas de condução, uma luz vermelha acende-se e alerta os condutores para a troca de dispositivo. As partículas recolhidas são depositadas em bancos de carbono.

A primeira grande demonstração destas canetas foi feita com artistas de rua na Ásia em parceria com a Tiger Beer e a Graviky Labs, uma spinoff (empresa separada) do MIT.








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