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É profissional de internet desde 1996 e passou pelas maiores agências e empresas do país: Wunderman, AlmapBBDO, AgênciaClick, Banco Real ABN AMRO, Microsoft Brasil. É criador da \"Usina.com\", portal focado no mundo online, e do \"Radinho de pilha\" (www.radinhodepilha.com), comunidade de profissionais da área. E-mail: renedepaula@gmail.com
Top Models e o seu segredo
Alerta: este artigo contém nakeds. - 28/12/2015
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Alerta: este artigo contém nakeds. Pior: nakeds de membros da família real.



Eu sei, sempre fui bom-moço e essa história de compartilhar sacanagens nunca foi minha praia. Eu queria mesmo era desejar um feliz ano novo, boas festas e tal, mas... não consegui. Faz dias que estou pensando no que desejar pra você no ano que vem e meu cérebro parecia areia movediça: quanto mais eu me mexia mais eu atolava. O que eu poderia dizer de legal, de inspirador, de sexy?

Well, nada mais sexy do que top models. Não, não, não estou falando da Giselle ou de algum Di Caprio, estou falando dos arrebatadores, sedutores e irresistíveis Modelos Mentais. #Quemnunca se apaixonou por um?
Modelos mentais tem uma magia que infelizmente eu não tenho: eles ficam mais atraentes com a idade, e estamos sempre nos apaixonando por modelos com cinquenta, cem, duzentos anos.

Quando o digital surgiu era algo tão esquisito que, pra ficar mais hot hot hot, adotou o modelo mental já meio quarentão "revolucionário chique". Eu acho que foi por esse modelito aí que eu me apaixonei.

Veio a bolha e o próximo top model foi o mais velho ainda "mina de ouro", e com essa mina #osmanopira. A bolha cresceu, a bolha estourou e o modelo que imperou foi o "papo cabeça", que com seu ar blasé e sotaque francês fez sucesso em cursos e diplomas por aí.

Como CDF"s só fazem sucesso por tempo limitado, não demorou pra surgiu o modelito "pop", muito mais divertido, sociável e democraticamente raso. Adeus Foucault e Deleuze, alô o sem-medo-de-ser-feliz, que é o nome novo pro bom e velho hedonismo de dois mil anos atrás.

Pra dar um toque mais respeitável ao digital pop surge do passado longínquo o rei atemporal das passarelas: o modelito "profeta iluminado", sucesso garantido em palestras angelicais e eventos edificantes.

O modelo medieval "alquimista", mestre das técnicas rebuscadas e receitas mágicas pra transformar chumbo em ouro, também vai bem obrigado, e ganha um dinheirão.

Eu sou ruim de modelito, nunca sei direito o que vestir. Em boa parte (ou má parte) dos meus pesadelos percebo, horrorizado, que estou com a roupa menos apropriada possível ou, o que é mais bizarro, que estou pelado onde não devia e achando o máximo. (Psicólogos, guardem para si as suas conclusões, agora não é o momento).

Há outros modelitos mentais, claro, e tenho certeza de que vão me ocorrer mais dois ou três quando for tarde demais e o artigo já for publicado e eu estiver pelado no banho, mas acho que já deu pra mostrar algo em que eu realmente acredito: o digital está nu, e como diria Caetano, o digital é muito mais bonito nu.

Enquanto insistirmos em empetecar o digital, em maquiar o digital, em colocar salto alto, purpurina, chapéu de mago, roupa de astronauta no digital, vamos perder a chance de nos despirmos das roupas velhas, de lavar da alma esses fantasmas velhos, de botarmos pra correr os impostores e finalmente... finalmente... finalmente o quê? Seja o que for, está mais do que na hora. Chega de digital fantasiado. Digital, #mandanaked.
Feliz Ano Novo, e tenha um ótimo dia trezentos e sessenta e seis vezes : )

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