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Palestrante e Especialista em Marketing - MBA Marketing pela Business School SP - atua no mercado há 14 anos, nos último 3 anos como professor convidado na Anhembi Morumbi e BSP e há 10 como Diretor de Planejamento da Redcube atuando em projetos para Ticket, Alpargatas, Big X Picanha, Santander, Faber Castell, entre outros. Foi head de planejamento no lançamento no novo portal Grupo Carrefour em 2015 e co-responsável pela criação e planejamento estratégico da Campanha \"Desejos\" que garantiu o prêmio Top of Mind 2013 para a Ticket e o prêmio Top Invention de Melhor Campanha para a Redcube.
5 mitos sobre as agências digitais
5 mitos sobre as agências digitais - 02/09/2015
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Durante estes anos transitando entre diversas agências digitais (ou outro nome que você queria dar a estas empresas que desbravam verbas curtas e exigências altas no ambiente on-line) notei que; sejam estudantes ou clientes, ainda há muita gente que insiste em acreditar em alguns mitos criados neste mercado.

Mesmo após estes anos todos de desenvolvimento, há quem acredite em fórmulas milagrosas de vendas ou em conversões mágicas sem investimento.

Selecionei aqui 5 dos vários mitos que encontro nas minhas jornadas entre a Redcube, meus alunos da Pós, agências parceiras e clientes dos mais variados portes:

"Para ter presença em mídias sociais você precisa antes entender por que vai estar lá"

1. Sou "on-line" vou trabalhar em uma agência digital e nunca trabalhar com off-line
Este é um mito muito popular entre estudantes e recém-formados, seja por falta de conhecimento de mercado ou por professores que não conseguiram contar a real de mercado.

Mas a diferença entre "on" e "off" é cada vez mais questionável e nebulosa.

Temos diversas ações hoje que iniciam nos meios físicos para ativar campanhas que posteriormente serão totalmente on-line e pra que você tenha este tipo de insight precisa entender os diversos ambientes e meios de comunicação. Sejam impressos, digitais ou vídeos interativos em um PDV.

Não estou dizendo que especialistas não sejam necessários, mas hoje buscamos aquela tal da convergência que Henry Jenkins já falava lá nos idos de 2009.

O consumidor não está restrito a um meio específico. Ele usa o celular, vê vídeo da telinha do elevador, ouve rádio (Rádio! Comento disso em outro post), vê TV (menos, mas vê), então é importante que você também entenda os meios em que ele transita, sem restrições por "nomenclaturas de mercado".

Deixe de ser digital e se torne multimeios...?

2. Fazer mídia social é de graça
"There"s no free Lunch!"

Alguma revista lá nos idos de 2005 disse que com mídias sociais qualquer empresa de qualquer porte faria mídia de graça e, pasmem, até hoje tem cliente que acredita nisso!

Para ter presença em mídias sociais você precisa antes entender por que vai estar lá, e daí pra frente criar estratégia, plano editorial, linha de conceito, arte, levantar hubs, casting de blogs e produzir muito, mas muito conteúdo, além de mais uma série de serviços que não vai ser o seu "cara de marketing" que vai resolver.

Existem profissionais especializados para estas tarefas e eles precisam ser remunerados. E bem remunerados!

E não paramos aí...

Se você quer ter um mínimo de voz dentro da sua sonhada fã page do Facebook, pode separar uns trocados para comprar mídia para audiência e engajamento... E isso não é uma vez só, é todo mês!

Se quer aparecer nestas redes, amigo, vai ter que investir em equipe, em uma boa agência e em mídia.

Isso sem contar que você precisa se preparar para responder seus seguidores com a estrutura, rapidez e qualidade de um SAC. Mas este tema eu abordo em outro post.

3. Faz um viralzinho?
Não! Não faço!

Mas já que tocamos no assunto, saiba que se alguém te prometeu um "viral" é melhor você desconfiar.

Você não faz um viral mas pode produzir um conteúdo com potencial de viralização (leia Seth Godin), o que significa que aquele material poderá ser interessante o suficiente para que seu público execute compartilhamento de maneira orgânica.

Há uma série de fatores envolvidos que vão desde os mais simples e controláveis, como saber o que é possível viralizar no teu público, até fatores externos como uma notícia na mídia muito mais interessante do que sua "campanha viral"; tipo a Madonna anunciando casamento com Justin Bieber, saca? Como fica sua ação viral concorrendo com uma notícia destas?

Para qualquer caso onde se aposta em um viral, é necessário assumir riscos; e é aqui que se separam os meninos dos homens no mundo do "faz um viralzinho". Pois o cliente e a agência têm que assumir estes riscos juntos em uma ação deste tipo, e sabemos que na prática, não é bem assim. Assumir riscos inerentes a inovação é sempre uma questão polêmica.

4. Ah! Se eu sei usar o Facebook, Twitter, Instagram, Whatsapp e até me dou bem no Tinder, então vou trabalhar de Social Media...
Não quero te desmotivar, mas não é bem assim que funciona na vida real, viu? Xingar muito no twitter não te torna um Social Media.

Assim como ter um monte de gente curtindo teu #selfie (ou teu #belfie) não vai te dar um cargo em uma área de comunicação ou social media - já deu, mas isso faz tempo é outra história.

A menos que você entenda de comunicação você não vai trabalhar com social media pois seja na gestão, no conteúdo, no atendimento ou lá na programação de posts, queremos pessoas de comunicação - e eu não estou falando de formação, mas de conhecimento e de vocação.

Se quer trabalhar como social media (ou qualquer outra área da agência digital ou não) vai precisar estudar um bocado antes.

5. Hoje está fácil pois todo mundo já está na internet.
Pois é, só que a realidade nacional é um pouco diferente e deixei este mito por último pois este é o que mais precisa ser quebrado e compreendido.

A última pesquisa do IBGE através do Pnad, aponta que a inclusão digital no país ainda é inferior a 50%. Isso não contabiliza qualidade de conexão ou ainda usuários frequentes que vão (tentar) usar teus QRcodes, Realidades aumentadas ou #hashtags. São usuários com qualidades péssimas de conexão e com frequências baixas de acesso. (Não acredita? Olha aqui http://abr.ai/1mX4SSp)

Além disso, outro fator muito relevante é como as empresas olham para si mesmas nas ações na rede. Ainda há uma sombra do "Puxadinho Digital" em muitas empresas de grande porte. Basta olhar por aí...

Quantas empresas que tem de fato uma equipe de comunicação digital para tocar suas ações? Quantas sabem de fato o que estão fazendo? Quantas deixam suas estratégias de produto na mão da agência por não saber bem como fazer? Me contem, mas não citemos nomes, ok? :)

Quer dizer... não tá tão fácil assim e é necessário muito planejamento antes de colocar qualquer ação pra rodar.

São estes os mitos que queria compartilhar com vocês. É minha pequena contribuição para ajudar a evitar estes pequenos deslizes simples mas traiçoeiros... o que acham?

Tenho certeza que você já viu alguns destes mitos e tem outros pra contar! Me conta vai!

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